terça-feira, 31 de março de 2015

O lavadoiro


Lavo a roupa perto da avelaneira, com água pura de manancial.

Desliza a teia nos sulcos da madeira numa dança antiga e as minhas mãos húmidas brilham ao sol.

Cheira a sabonete artesão, e o pequeno ajuda a torcer. Depois as prendas vão para o varal sob os carvalho e abanam o tempo.

Pousa o vento  para se  humedecer.


3 comentários:

  1. Que frescura bela,nesse quandro pintado onde o sol é carícia ,que nos deixa encantados ,Que frescura bela, nesse alvor da roupa ,que renova o corpo, num aroma enebriante ,e o sol a beijar os vestidos de chita, num estendal de saudade ,que coisa bonita

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    1. Lindas as tuas palavras. Correm com a água boa e lavam mentiras de progresso falso. Voltam à raiz.

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  2. Quanta fermosura nas tuas palavras, minha Iolanda querida!!!

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